Na tarde de quarta-feira, o ministro falou por mais de duas horas sobre a importância do cumprimento do regimento interno do STF, que garante os chamados embargos infringentes. Coube a ele, o mais velho da corte, o voto de desempate depois que cinco ministros votaram contra e cinco a favor de um novo julgamento para réus do Mensalão.
Amigo do ministro, e que mora em Tatuí, o advogado José Rubens do Amaral Lincoln (foto) acredita que o voto seria mesmo favorável a um novo julgamento. Ele comenta que a decisão do ministro foi bem fundamentada. “Foi com tanta densidade, com tanta base, que dificilmente alguém vai questionar. Então, acho que dado a isso, as reações contrárias serão menos graves do que poderiam ser”, destaca.