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Concerto da Orquestra Jovem do Estado será domingo com transmissão ao vivo (Crédito: DIVULGAÇÃO) |
12/06/2023 | A Orquestra Jovem do Estado, grupo ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo (EMSP) Tom Jobim, recebe o violinista italiano Emmanuele Baldini para concerto no dia 18 de junho, domingo, às 16h, na Sala São Paulo, na Capital. Os ingressos estão à venda e custam de R$ 25 a R$ 50.
Baldini é regente da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) e se apresenta amanhã (14) no Teatro Procópio Ferreira, com a participação dos solistas Thaina Roberta da Silva Souza e Marcelo Dias da Silva, premiados no Concurso de Canto Lírico Joaquina Lapinha, em 2022. A apresentação em Tatuí começa às 20h30. A entrada é gratuita, mas os ingressos estão esgotados. No repertório estão obras de notórios compositores, como Giacomo Puccini, Jean Sibelius, Giuseppe Verdi, entre outros.
O concerto com Baldini na Sala São Paulo, no domingo, será também transmitido ao vivo gratuitamente pelo canal de YouTube da EMESP Tom Jobim www.youtube.com/tjemesp. Os ingressos para o concerto custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) e podem ser adquiridos pelo site: https://shre.ink/ojeingressos. A Sala São Paulo fica na Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos, em São Paulo.
O concerto
No domingo, Baldini abrirá o concerto da Orquestra Jovem do Estado. Sob regência do diretor musical, o maestro Cláudio Cruz, eles apresentam um programa com obras do compositor alemão Johannes Brahms (1833-1897). Baldini apresentar Concerto para violino em Ré maior, Op. 77. Composto no verão de 1878, no vilarejo austríaco de Pörtschach am Wörthersee -- onde Brahms também compôs a primeira sonata para violino e a segunda sinfonia -- foi dedicado ao violinista Joseph Joachim. A estreia aconteceu um ano mais tarde, em Leipzig, tendo o próprio compositor na regência e Joseph Joachim como solista.
Em seguida, a orquestra interpreta Sinfonia nº1 em Dó menor, Op. 68. Em 1862, Brahms estabeleceu-se definitivamente em Viena. O público já o respeitava como o herdeiro de Beethoven e é provável que o receio de uma comparação direta com o legado do grande clássico determinasse a demora da estreia de sua primeira sinfonia. Antes de terminá-la, o compositor já tinha obras como o Concerto para piano em ré menor, op. 15, as Variações sobre um tema de Haydn, op. 56 e as duas Serenatas op. 11 e op. 16. A partitura da Sinfonia nº1 passou por um longo processo de elaboração que se arrastou por mais de vinte anos. A peça foi iniciada em 1854, após o encontro de Brahms com Schumann e só foi retomada e concluída em 1876. O compositor fez, de última hora, alterações nos dois movimentos centrais. A Sinfonia nº1 marca um ponto culminante desse gênero no Romantismo. Logo após a sua estreia, o maestro Hans von Bülow a denominou a Décima, aludindo à continuidade que ela representava em relação às nove sinfonias de Beethoven.
A temporada da Orquestra Jovem do Estado conta com patrocínio do Bank Of America, Constellation Asset Management, Machado Meyer Advogados, Sabesp, AstraZeneca, DesenvolveSP, Crédit Agricole Corporate e Investment Bank e Cultura Inglesa por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e é uma realização da Santa Marcelina Cultura, Secretaria da Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal.
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