sábado, 29 de agosto de 2026

Câmara autoriza a Prefeitura de Tatuí a contrair empréstimo de R$ 78,9 milhões

Empréstimo será junto à agência estadual Desenvolve SP


27/08/2026 |  A Câmara Municipal de Tatuí aprovou, durante Sessão Extraordinária realizada nesta quinta-feira (27), o Projeto de Lei 4/2026, de autoria do Executivo, que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 78,9 milhões junto à agência estadual Desenvolve SP. A propositura chegou à Câmara em 18 de março. Desde então, a matéria tramitou nas Comissões Permanentes, recebeu anexos da Prefeitura e foi objeto de convocação dos secretários municipais em Sessão Extraordinária realizada no último dia 21, quando o consultor da Desenvolve SP, Maurício Fujimoto, e cinco secretários municipais, explicaram detalhes da operação de crédito. Após essa Sessão Extraordinária do último dia 21, o Executivo acrescentou novas informações ao projeto.

REJEIÇÃO DA EMENDA — Na Sessão desta quinta-feira (27), os vereadores votaram inicialmente a Emenda 1/2026, apresentada pelos vereadores Bossolan da Rádio, Márcio do Santa Rita, Maurício Couto, Cintia Yamamoto, Elaine Miranda, João Éder e Kelvin. A Emenda foi rejeitada por nove votos, tendo favoráveis os sete votos dos autores. A proposta alterava o Artigo 1º do projeto para corrigir o que seria um erro no valor destinado ao financiamento das obras na Educação, por meio do FIIS, programa da Desenvolve SP e do BNDES (de R$ 43,1 milhões indicados inicialmente para R$ 49,16 milhões, que contemplaria o valor efetivamente projetado) e para prever que o valor restante (R$ 29,74 milhões) fosse destinado conforme a programação constante do Estudo de Impacto Financeiro que acompanha o Projeto de Lei 4/2026.

VOTAÇÃO DOS PARECERES — Em seguida, foram votados os pareceres majoritários da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), da Comissão de Obras e Administração Pública (COAP) e da Comissão de Economia, Finanças e Orçamento (CEFO), favoráveis à tramitação do Projeto de Lei, sendo os três aprovados pelo mesmo placar: nove a sete. Com a aprovação dos pareceres majoritários, os pareceres minoritários assinados individualmente por Kelvin, Márcio do Santa Rita e João Éder, integrantes respectivamente da CCJR, da COAP e da CEFO, ficaram prejudicados.

O parecer do vereador Kelvin indicava supostas irregularidades. Ele citou falta de documentos e justificativa dos gastos e mencionou como impedimento o elevado volume de juros a ser pago pelo empréstimo, “cujo custo total projetado poderá ultrapassar R$ 133 milhões ao longo da vigência contratual, resultando em aproximadamente R$ 54 milhões em juros, encargos financeiros e atualizações monetárias”. “A operação de crédito ora analisada possui prazo de amortização estimado em aproximadamente vinte anos, produzindo reflexos financeiros muito além do exercício em que será contratada”, escreveu Kelvin no parecer, concluindo que o Projeto de Lei 4/2026 “não reúne os requisitos mínimos de planejamento, transparência e responsabilidade fiscal exigidos para a autorização legislativa pretendida, razão pela qual determina sua rejeição”.

Já o parecer do vereador Márcio do Santa Rita apontava “inconstitucionalidade clara como a luz solar” no Projeto de Lei 4/2026. “Não se pode autorizar o endividamento do município sem que estejam claramente definidos os investimentos a serem realizados, seus custos, seus cronogramas e os benefícios concretos que serão entregues à população. A aprovação de operação de crédito desse montante exige transparência, planejamento e responsabilidade com os recursos públicos”, escreveu o parlamentar, ao recomendar a rejeição.

E o parecer do vereador João Éder, considerando as informações complementares da Prefeitura, enviadas em 24 de agosto, após a Sessão Extraordinária realizada em 21 de agosto para elucidar o empréstimo, mencionava que os documentos “atestam que, dentro dos limites legais, a Prefeitura de Tatuí estaria apta à contratação deste financiamento”, referindo-se a um parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apresentado pela Prefeitura de Tatuí. Ele também citou a manifestação de Maurício Fujimoto “de que a contratação desta operação de crédito estaria em conformidade com a Resolução do Senado Federal nº 43 de 2001, quanto ao limite de 15% da receita corrente líquida (RCL) do Município de Tatuí”. Mas sustentou que os impactos fiscais e orçamentários do empréstimo não foram suficientemente esclarecidos pela Secretaria de Fazenda e Finanças, e listou outros motivos para defender a rejeição do Projeto de Lei 4/2026, como os pareceres desfavoráveis emitidos pelo TCE-SP às contas do município de 2023 (ainda em trâmite); a manifestação do TCE-SP na avaliação das contas do município de que Tatuí teve déficit orçamentário em 2024, determinando a adoção de medidas voltadas à garantia do equilíbrio das contas; a recomendação de que se evite novos parcelamentos de encargos sociais, para não prejudicar a viabilidade econômica do TATUIPREV; a existência de operações de créditos cujos pagamentos ainda estão em vigência; a redução nos anos anteriores, de acordo com o TCE-SP, da nota de gestão fiscal do município; e a situação econômica atual “delicada” do município “para honrar os compromissos com fornecedores”.

VOTAÇÃO DO PROJETO E PRONUNCIAMENTOS DOS VEREADORES — Em primeira votação, o projeto teve nove votos favoráveis e sete contrários. Após a primeira votação, se pronunciaram na tribuna os vereadores Elaine Miranda, Maurício Couto, Cintia Yamamoto, Micheli Vaz, Kelvin, João Éder, Paulinho Motos, Vade Manoel, Ricardo Trevisano, Leandro Magrão, Bossolan da Rádio e Márcio do Santa Rita. O presidente da Câmara, Renan Cortez, manifestou-se em apartes concedidos pelos colegas.

De maneira geral, os vereadores da oposição disseram ser favoráveis a melhorias para a população, mas indicaram como justificativa para o voto contrário o aumento do endividamento do município; o montante de juros em 20 anos; o fato de que ao menos parte das obras contempladas, como manutenção de locais públicos, deveria ser suportada com recursos correntes e não com empréstimo para “investimentos”; e que o setor mais necessitado do município, a Saúde, foi contemplado com apenas 1% do total do empréstimo. Além disso, manifestaram falta de confiança de que o Executivo possa entregar esses serviços pelo fato de que já existem várias obras atrasadas no município.

Já os vereadores da base do Executivo sustentaram que a população precisa de melhorias nos serviços públicos, especialmente na Educação e recape asfáltico, e esta seria a oportunidade de resolver problemas recorrentes, que são inclusive objeto de Requerimentos de todos os vereadores, e que a maior parte da dívida atual da Prefeitura provém de administrações anteriores.

A aprovação em segunda discussão ocorreu com nove votos favoráveis e seis votos contrários. 
  • Votaram a favor Rosana do Supermercado, Micheli Vaz, Gabriela Xavier, Alex Mota, Paulinho Motos, Ricardo Trevisano, Vade Manoel, Eduardinho Perbelini e Leandro Magrão. 
  • Os votos contrários foram de Bossolan da Rádio, Márcio do Santa Rita, Maurício Couto, Cintia Yamamoto, Elaine Miranda e Kelvin. 
  • O vereador João Éder votou contra o projeto na primeira votação, mas em seguida precisou se ausentar da Sessão e afirmou que manteria o voto contrário se pudesse continuar presente na Sessão até a segunda votação. 
  • O presidente da Câmara, Renan Cortez, não vota.

Veja o resumo dos valores a serem emprestados pela Desenvolve SP à Prefeitura de Tatuí:

Modernização administrativa - R$ 2,5 milhões
Proteção de encostas e reforço de pontes - R$ 5 milhões
Aquisição de veículos híbridos - R$ 5 milhões
Implantação de energia solar - R$ 7,5 milhões
Asfalto novo e recapeamento - R$ 15 milhões
Recursos do FIIS – Educação - R$ 43,1 milhões
Recursos do FIIS – Saúde - R$ 800 mil
Total: R$ 78,9 milhões

O Projeto de Lei 4/2026 será encaminhado ao Executivo para sanção.

(Enviado pela Câmara Municipal de Tatuí)

Relato de jovem com câncer de mama na gravidez ajudou mulheres a descobrirem doença

Beatriz Santos de Oliveira, de Tatuí, foi diagnosticada com câncer de mama durante a gravidez. Ela passou a relatar o caso nas redes sociais e atingiu mulheres que passaram a observar o próprio corpo.

Por Larissa Pandori, g1 Itapetininga e Região, com edição do DT

Talita e Beatriz foram diagnosticadas com câncer de mama — Foto: Arquivo Pessoal

29/08/2026 08h00  |  Um relato compartilhado nas redes sociais por uma jovem que descobriu o câncer de mama durante a gravidez ajudou outra moradora de Tatuí (SP) a reconhecer sinais da doença e buscar atendimento médico.

A partir da experiência de Beatriz Santos de Oliveira, que também mora em Tatuí, Talita de Oliveira Paschoal, de 39 anos, passou a observar o próprio corpo e recebeu o diagnóstico.

Durante o tratamento, Beatriz passou a compartilhar a rotina nas redes sociais. Ela conta que alguns vídeos alcançaram milhares de visualizações. Atualmente, o perfil dela no Instagram tem cerca de 10 mil seguidores.

Amiga da cunhada de Beatriz, Talita acompanhava o caso desde o início da gravidez da jovem e se sensibilizou com o relato.

Na época, Talita não sentia dor ou qualquer outro desconforto. O tumor estava localizado na lateral da mama, próximo à região da axila. Depois de acompanhar a história de Beatriz, decidiu fazer o autoexame em casa.

“Na correria do dia a dia, a gente passa despercebida e não faz o autoexame. Naquele dia eu falei: ‘Nossa, eu vou fazer o autoexame’”, contou.

Ao tocar a mama, Talita percebeu uma região endurecida e diferente. Ela mostrou a alteração aos colegas de trabalho e foi orientada a procurar um médico. Depois de passar por ultrassom e biópsia, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 4 abril de 2025, três dias antes de completar aniversário.

“Eu fiz o autoexame imaginando não encontrar nada. Foi um susto, porque eu não tenho caso de câncer de mama na família. Mas eu falo que Deus usa uma história triste para ajudar outras pessoas. Sou muito grata à Bia porque, indiretamente, se não fosse o caso dela e a repercussão que teve, eu não ia descobrir, porque não tinha desconforto nenhum”, afirmou.

Talita notou um nódulo no seio durante o autoexame — Foto: Arquivo Pessoal

Talita iniciou as sessões de quimioterapia em junho de 2025 e seguiu com o tratamento até dezembro. Em janeiro deste ano, passou por uma cirurgia para retirar parte da mama. Como o tumor diminuiu com a quimioterapia, não foi necessário retirar a mama inteira. Entre maio e junho, ela também fez radioterapia.

Atualmente, Talita segue com tratamento hormonal e deve utilizar a medicação pelos próximos cinco anos. Ela ainda fará exames de imagem para avaliar a resposta ao tratamento.

Mãe de um menino de nove anos, Talita conta que fez questão de explicar ao filho o que estava acontecendo durante todo o processo. Segundo ela, o garoto acompanhou de perto o tratamento e esteve ao lado dela em momentos importantes, como quando ela raspou o cabelo e, mais recentemente, quando tocou o sino que simboliza o fim de uma etapa do tratamento.

"Eu expliquei pra ele, ele ficou nervoso, porque pouco antes eu tinha perdido um tio. Então ele falou 'é o câncer que mata?' Eu fui explicar pra ele que não, que tem vários tipos, que na mãe dele ia ser tratável", relembra.

Segundo ela, o garoto acompanhou de perto o tratamento e esteve ao lado dela em momentos importantes, como quando ela raspou o cabelo e, mais recentemente, quando tocou o sino que simboliza o fim de uma etapa do tratamento. Assista ao vídeo acima.

"Quando eu comecei a fazer as químios, meu cabelo ficou fraco. Meu marido é cabeleireiro, aí meu marido cortou um pouco. Mas quando foi raspar, nós três estávamos juntos, eu, meu marido e meu filho. Meu filho participou de todo o processo, ele foi meu 'enfermeiro', ele fala."

Para Talita, a experiência também reforçou a importância de ampliar a informação sobre o câncer de mama entre mulheres mais jovens. Ela lembra que tanto ela quanto Beatriz têm menos de 40 anos e defende que o alerta não fique restrito às mulheres mais velhas.

“Essa doença não espera ter idade. Achei qualquer coisa, tem que procurar ajuda e, se precisar fazer acompanhamento, porque é muito importante. É uma batalha que não é fácil. A Bia foi uma peça bem fundamental. Ela me orientou bastante coisa, bastante coisa que ela passou. Eu falo que é uma superação você ver a história. Então eu sou muito grata”, finaliza Talita.

Diagnóstico após o parto

Aos 36 anos, Magda Josiane Machado, de Tatuí, descobriu um câncer de mama em um momento em que todos os cuidados estavam voltados para a chegada da filha, Milena. A bebê tinha apenas quatro meses quando a mãe recebeu o diagnóstico de que a doença já estava avançada.

Os primeiros sinais, porém, apareceram ainda durante a gestação, quando estava grávida de quatro meses.

"Estava grávida de quatro meses quando comecei a sentir dores no seio direito. Durante toda a gestação, a obstetra examinava e dizia que era leite que estava se formando", relata.

Na época, havia ainda um motivo a mais para Magda ficar atenta: a avó paterna estava em tratamento contra um câncer de mama.

Após o nascimento de Milena, Magda voltou à obstetra para os exames do pós-parto. Apesar de os exames de rotina estarem normais, as dores no seio direito haviam ficado mais intensas.

"Exames de rotina estavam ok, mas pedi a ela que me encaminhasse a um especialista, pois não estava normal. Fui ao mastologista e no toque ele já disse que tinha forte suspeita de nódulo. Fiz biopsia do seio e axila, era câncer de mama e já estava avançado. No diagnóstico minha bebê estava com apenas quatro meses", relembra.

Magda e a filha, Milena. A mulher começou a sentir dores no seio direito ainda na gravidez
Foto: Arquivo Pessoal

Depois de passar por novos exames, Magda iniciou o tratamento contra a doença em de dezembro do ano passado.

"Comecei a primeira quimioterapia no dia que minha bebê completou 6 meses. Foi um choque muito grande, jamais imaginei que o tratamento oncológico era tão agressivo", pontua.

Magda começou a quimioterapia quando a filha tinha apenas 6 meses
Foto: Arquivo Pessoal

Milena está com um ano e dois meses. Magda já concluiu as sessões de quimioterapia, passou por cirurgia na mama e na axila e também fez radioterapia. Agora, ela segue em tratamento com a chamada “terapia-alvo”, prevista para durar um ano.

"Essa parte de não poder carregar e nem tocar nela foi bem complicado. Após a cirurgia também não podia. Mas agora estou aproveitando o máximo que eu consigo", conclui Magda.

Magda descobriu o câncer de mama em estágio avançado logo após dar à luz
Foto: Arquivo Pessoal

Troca de experiências

Durante o tratamento oncológico em um hospital de Tatuí, Magda conheceu Beatriz. As duas passaram a compartilhar experiências sobre os tratamentos e os desafios enfrentados.

“Dentro do hospital conversamos bastante, tanto com a Bia, quanto com outras pessoas. É muito importante trocar informações sobre o tratamento. Mesmo sendo sofrido, precisamos dar risadas e animar a outra que está triste”, relata.

A história de Beatriz também chamou a atenção de Magda porque, em determinado momento, ela quase precisou enfrentar o tratamento enquanto ainda estava grávida.

Para Magda, a convivência com outras pacientes mostrou a importância de ter uma rede de apoio durante um período tão difícil.

Alerta

Magda também passou a usar a própria experiência para chamar a atenção de outras mulheres para os cuidados com a saúde das mamas.

“A troca de experiências é primordial. Muitas mulheres não dão a devida atenção à saúde das mamas”, afirma.

A experiência também aproximou Magda de outras mulheres que enfrentam a doença. Para ela, compartilhar informações e experiências se tornou uma maneira de transformar uma situação dolorosa em apoio para quem passa por um momento semelhante.

“No que depende da minha história, conto para mulheres que conheço, pois Deus coloca pessoas que precisam no caminho. De certa forma, ‘abre os olhos’, serve de alerta”, diz.

Diagnóstico precoce

O mastologista Guilherme Ribeiro Fonseca, que acompanhou o caso de Beatriz, reforça a importância de procurar avaliação médica diante de qualquer alteração nas mamas. Ele ressalta que o acompanhamento não deve se limitar aos exames de imagem.

“Não é só fazer o exame. Muitas das alterações são palpáveis e não aparecem no exame. Então, essa relação de ter uma alteração no exame e uma palpação mamária com um profissional adequado é muito importante. Um não descarta o outro”, afirmou.

O mastologista Guilherme Ribeiro Fonseca reforça a importância da avaliação médica
Foto: Reprodução

De acordo com Guilherme, a partir dos 40 anos, a mamografia é o principal exame utilizado para o rastreamento do câncer de mama e tem papel importante na redução da mortalidade pela doença. O ultrassom, segundo ele, é um exame complementar.

O médico também destaca que a descoberta do tumor em uma fase inicial aumenta as chances de cura.

“Não importa se você vai ter um nódulo e esse nódulo é benigno ou maligno. O importante é a gente pegar ele no início. Se a gente pega um tumor no início, a chance de cura é muito maior. É por isso que a gente recomenda sempre fazer um acompanhamento, um rastreamento, uns exames, para a gente ter certeza absoluta de que não tem nada e, se tiver alguma coisa, pegar bem no início e ter um tratamento eficaz”, concluiu.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Cilex Techmetals assume planta da Neo Parts em Tatuí

Empresa do setor de componentes automotivos inaugurou sua planta em Tatuí na quarta-feira (26/8)


27/08/2026 às 16h17 | Na quarta-feira (26/8), Tatuí recebeu a cerimônia de inauguração da Cilex Techmetals, indústria especializada na fabricação de componentes de alumínio para o setor automotivo. Empresa assumiu as operações da Neo Parts, instalada na Avenida dos Aeronautas, nº 1001, no Jardim Aeroporto, que emprega cerca de 450 colaboradores.

O prefeito Miguel Lopes Cardoso Júnior, acompanhado da primeira-dama Regiane de Oliveira Rosa Cardoso, do presidente da Câmara, vereador Renan Cortez, e demais vereadores e secretários municipais, participou da solenidade de inauguração.

Com atuação voltada à cadeia automotiva, a Cilex Techmetals desenvolve e fabrica peças de alumínio por meio de processos de fundição sob pressão e usinagem de precisão. A empresa fornece componentes para grandes montadoras e sistemistas, com atuação que alcança marcas como General Motors, Honda, Nissan, Renault, Stellantis, Volkswagen, JTEKT, Eaton e Nidec, entre outras.

A Cilex Techmetals assumiu a operação e a estrutura que pertencia à Neo Parts em Tatuí. A fábrica de fundição sob pressão e usinagem de alumínio passou por transições históricas importantes nos últimos anos: A planta operou originalmente sob a marca FBA (Fundição Brasileira de Alumínio) e depois Auto Parts. Em fevereiro de 2023, o Grupo ABG adquiriu a Auto Parts e criou a divisão Neo Parts. Após enfrentar dificuldades financeiras e demissões no período recente, a gestão foi reestruturada. A Cilex Techmetals assumiu a planta para dar continuidade à produção de componentes automotivos e preservar os postos de trabalho locais.

Além da manutenção de aproximadamente 450 postos de trabalho, a instalação da indústria representa um movimento relevante para a economia local por sua inserção em uma cadeia produtiva de alto valor agregado. A atividade tem potencial para movimentar fornecedores de insumos e serviços, logística, manutenção industrial, ferramentaria, serviços técnicos, qualificação profissional e soluções de tecnologia.

De acordo com a empresa, sua unidade em Tatuí está estruturada para atender às demandas do mercado automotivo com foco em qualidade, eficiência, desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade. Entre seus compromissos estão o aprimoramento contínuo de produtos e processos, a capacitação profissional dos colaboradores, o uso consciente dos recursos naturais e a busca pela redução dos impactos ambientais decorrentes das atividades produtivas.

A Cilex Techmetals também mantém parcerias com importantes empresas do setor automotivo no Brasil e exporta seus produtos para montadoras e sistemistas de diferentes países da América do Sul, ampliando a inserção de Tatuí em uma cadeia industrial integrada e de alcance internacional.

Prefeitura de Tatuí investiga professora denunciada por agressão contra criança de 3 anos

A mãe também registrou boletim de ocorrência e disse à polícia que a criança voltou para casa com marcas no rosto. Conselho Tutelar foi acionado.

Por Pâmela Beker*, g1 Itapetininga e Região, com edição do DT

Emei 'Yolanda de Castro del Fiol', em Tatuí (SP)
Foto: Reprodução/Google Street View

27/08/2026 19h29  |   A Prefeitura de Tatuí (SP) abriu, nesta quinta-feira (27), uma investigação para apurar uma denúncia de agressão contra uma professora da Escola Municipal de Educação Básica (Emei) Yolanda de Castro del Fiol, no bairro São Cristóvão.

Segundo a prefeitura, a mãe de um aluno de três anos relatou que o filho teria dito que foi agredido pela professora. A mulher também registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.

Segundo a mãe, na terça-feira (25), a criança voltou da escola para casa com um machucado no rosto. Ao ser questionado sobre o que havia acontecido, o menino teria dito que foi agredido pela professora.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, a irmã mais velha viu o menino chorando dentro da unidade no mesmo dia. Ao perguntar ao irmão o que havia acontecido, a professora teria pedido que ela se afastasse da criança.

Diante da situação, a mãe decidiu ir até a escola para conversar com a professora, mas afirmou que teve o pedido negado por funcionários da unidade.

Ainda conforme o registro, a mãe também afirmou que teve o pedido de acesso às imagens das câmeras de monitoramento da escola negado. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

A criança chegou a ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Segundo a mãe, no entanto, o atendimento médico não foi realizado naquele momento porque o boletim de ocorrência ainda não havia sido registrado. Ela afirmou que o menino continua com um hematoma no rosto.

Em nota, a Prefeitura de Tatuí informou que disponibilizará uma assistente social para acompanhar a família, oferecendo o suporte e o acolhimento necessários, além de realizar os encaminhamentos pertinentes à rede de atendimento.

A Secretaria Municipal de Educação também informou que já ouviu a diretora da unidade e a professora envolvida. As imagens das câmeras de monitoramento da escola foram solicitadas e serão analisadas para contribuir com a apuração do caso.

A prefeitura apontou que não há, até o momento, nenhum registro formal de que a professora tenha assumido a agressão. Por isso, a administração municipal afirmou que não pode confirmar o caso como fato comprovado enquanto a investigação estiver em andamento.

Sebrae Tatuí abre inscrições para oficina sobre preços e rentabilidade

Capacitação gratuita será realizada no dia 29 de setembro, no Sindicato Rural de Tatuí, com inscrições abertas enquanto houver vagas.


27/08/2026 às 9h03 |  O Sebrae Aqui Tatuí promoverá, no dia 29 de setembro (terça-feira), a oficina presencial gratuita “Faça o preço certo e não perca dinheiro”, voltada a empresários e produtores rurais que desejam aprimorar a gestão financeira de seus negócios. A atividade acontecerá das 18h às 22h, no Sindicato Rural de Tatuí, localizado na Rua XI de Agosto, nº 1.375, no Santa Cruz.

Com uma abordagem prática e direcionada à realidade das pequenas empresas, a capacitação apresentará ferramentas para auxiliar os participantes na formação de preços de produtos e serviços, considerando os diferentes custos envolvidos na operação e as margens necessárias para a sustentabilidade e a lucratividade da empresa.

Durante a oficina, serão abordados conceitos como custo, despesas fixas e variáveis, investimento, margem de contribuição e lucro, além de aspectos relacionados à definição e à avaliação do preço de venda. Os participantes também aprenderão como estabelecer preços a partir da margem desejada, analisar o markup sob a perspectiva da própria empresa e compreender os impactos dos descontos sobre os resultados financeiros.

A programação também propõe uma reflexão sobre os principais aspectos que devem ser considerados no momento de precificar, contribuindo para que os empresários possam avaliar os valores praticados e tomar decisões mais estratégicas em relação aos seus produtos e serviços.

Podem participar empresários enquadrados como MEI, ME e EPP, além de produtores rurais. A oficina é gratuita e possui vagas limitadas. As inscrições já estão abertas e serão realizadas enquanto houver disponibilidade de vagas. Os interessados podem se inscrever por meio do formulário disponível neste link: https://bit.ly/45R9qoZ.

Também é possível obter informações e realizar a inscrição pelo telefone ou WhatsApp do Sebrae Aqui Tatuí, pelo número (15) 3305-4832, das 10h às 16h. O atendimento não recebe ligações nem áudios pelo WhatsApp.

A iniciativa é realizada em parceria com a Prefeitura de Tatuí, o Sindicato Rural de Tatuí, a Associação Comercial e Empresarial de Tatuí (ACE), a Fundação Educacional “Manoel Guedes” (FEMAGUE) e o Sebrae, com o objetivo de ampliar o acesso dos empreendedores a conhecimentos que contribuam para uma gestão mais eficiente e para o fortalecimento de seus negócios.

95% do público classificaram o 2º Festival de Sabores de Tatuí como ótimo ou bom

Movimentação de R$ 162,7 mil foi o resultado apurado pelos expositores


27/08/2026 às 14h28 |  Realizado entre os dias 8 e 11 de agosto, na Concha Acústica “Maestro Spartaco Rossi”, da Praça Antônio Prado, o 2º Festival “Sabores de Tatuí” encerrou sua programação com resultados positivos para o turismo, a gastronomia e a economia local. Levantamentos realizados pelo Departamento de Turismo da Prefeitura de Tatuí junto ao público e aos expositores mostram a repercussão do evento entre os visitantes e os resultados econômicos alcançados pelos empreendedores participantes.

Promovido pela Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, o Festival integrou a programação oficial do Bicentenário de Tatuí e reuniu, durante quatro dias, gastronomia, música, cultura e entretenimento, com entrada gratuita e programação das 12h às 23h. A praça de alimentação - organizada pela Associação Rua Gourmet de Tatuí - contou com 18 expositores gastronômicos, sendo 11 de salgados, 6 de doces e 1 de bebidas, que disponibilizaram mais de 100 opções gastronômicas ao público. Entre as atrações, o destaque foi o concerto realizado no dia 11 de agosto, aniversário de 200 anos do município, com participação especial do cantor Diogo Nogueira ao lado da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí.

Pesquisa de demanda turística revela perfil e avaliação dos visitantes

A pesquisa de demanda turística contou com 201 respostas e revelou que 95% dos participantes avaliaram o Festival “Sabores de Tatuí” como “ótimo” ou “bom”: foram 114 avaliações como “ótimo” e 76 como “bom”. Apenas 10 entrevistados classificaram o evento como “regular” ou “ruim”.

A variedade dos produtos oferecidos pelos expositores também recebeu avaliação positiva. Do total de entrevistados, 93 consideraram a variedade “ótima” e 85, “boa”, o que representa 89% de avaliações positivas. A programação musical apresentou o mesmo índice: 112 pessoas avaliaram os shows como “ótimos” e 66 como “bons”.

Os preços praticados foram considerados “bons” ou “ótimos” por 123 entrevistados, enquanto 73 os classificaram como “regulares” e 5 como “ruins”. Já em relação aos gastos, entre os 197 participantes que responderam à questão, 88 estimaram gastar até R$ 100 e 62 entre R$ 101 e R$ 200 para participar do evento.

Festival atraiu visitantes de outras cidades

Embora a maior parte dos entrevistados fosse de Tatuí, com 150 respostas, a pesquisa também registrou a presença de visitantes de diferentes municípios e estados brasileiros, além de uma pessoa residente na Argentina. Entre as cidades representadas estão São Paulo, Sorocaba, Boituva, Cerquilho, Cesário Lange, Itapetininga, Campinas, Natal, Ribeirão Preto, São Carlos, Uberlândia, Votorantim, Itu, Jacareí, Jandira, Osasco, Piedade, Piracicaba, Porangaba, Sengés e Taboão da Serra.

O levantamento também demonstrou o potencial do Festival para alcançar novos públicos: 120 entrevistados, ou 60% das respostas, afirmaram que já conheciam o “Sabores de Tatuí”, enquanto 80 disseram que não conheciam a iniciativa.

Para chegar ao evento, a maioria dos entrevistados utilizou veículo próprio, opção citada por 135 pessoas. Outras formas de deslocamento foram mencionadas por 45 participantes, enquanto 14 utilizaram veículo por aplicativo e 6 optaram pelo transporte coletivo.

As redes sociais foram o principal canal de divulgação do Festival, mencionadas por 86 entrevistados como o meio pelo qual souberam do evento. Na sequência, apareceram amigos ou familiares, citados por 59 pessoas, e sites, por 19. Outras formas de divulgação somaram 27 respostas, enquanto jornal e rádio foram mencionados por 7 e 2 participantes, respectivamente.

O perfil dos entrevistados também apresentou diversidade etária: 45 pessoas tinham entre 18 e 30 anos; 41, entre 31 e 40 anos; 47, entre 41 e 50 anos; 35, entre 51 e 60 anos; 22 tinham mais de 60 anos e 9 eram menores de 18 anos. Quanto ao gênero, foram registradas 120 respostas de pessoas do gênero feminino, 77 do masculino e 2 de outro gênero.

Pesquisa também orienta próximas edições

Além dos resultados positivos, a pesquisa de demanda turística permitiu identificar sugestões que podem contribuir para o aprimoramento das próximas edições. Entre os comentários registrados estão pedidos por maior variedade gastronômica, mais opções de doces, alternativas para pessoas com restrições alimentares, como intolerantes à lactose, vegetarianos e veganos, além de sugestões relacionadas à acessibilidade.

Também foram apontadas observações sobre a localização e a proteção dos espaços destinados aos doces, melhorias na ambientação do palco, ampliação da diversidade de estilos musicais, ajustes no volume do som e novas estratégias de divulgação.

Outros participantes destacaram a organização, a estrutura, a logística, a cordialidade dos recepcionistas e a qualidade dos shows, além de manifestarem o desejo de que o Festival seja realizado novamente.

Pesquisa com expositores aponta impacto na economia local

O levantamento realizado junto aos expositores mostra o alcance da iniciativa para a atividade gastronômica e para a geração de trabalho. Durante os quatro dias do Festival, foram comercializados 16.783 produtos, com faturamento bruto de R$ 162.783,00. A pesquisa registrou ainda a geração de 46 empregos diretos e 51 indiretos entre os expositores, totalizando 97 postos de trabalho relacionados à realização do evento.

Os números reforçam a proposta do Festival de utilizar a gastronomia como instrumento de estímulo ao empreendedorismo, à economia criativa e ao turismo. Ao reunir 18 expositores e mais de 100 opções de alimentos e bebidas, a iniciativa criou uma vitrine para empreendedores locais e ampliou as possibilidades de comercialização durante a programação do Bicentenário.

O evento também esteve alinhado às diretrizes do Plano Diretor de Turismo (PDT), instituído pela Lei Municipal nº 6.206, de 27 de abril de 2026, que estabelece estratégias para consolidar o turismo como instrumento de desenvolvimento sustentável. A realização do Festival contribui para ampliar o fluxo de visitantes, incentivar a permanência na cidade e movimentar segmentos ligados à alimentação, ao comércio, aos serviços e às demais atividades relacionadas ao turismo.

Os dados coletados passam a constituir uma importante ferramenta de planejamento para o aperfeiçoamento das próximas iniciativas do calendário turístico e cultural do município.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Charanga Pé Vermeio: um espetáculo musical circense nas periferias de Tatuí

No dia 30 (domingo), é a vez da Vila Angélica receber o espetáculo. Acontecerá na quadra da escola EMEF Eunice de Pereira Camargo.


27/08/2026 |  A "Charanga Pé Vermeio" é um espetáculo cênico-musical-circense que transforma o espaço público em um autêntico picadeiro a céu aberto. O nome é uma homenagem ao apelido da cidade-sede do grupo: Tatuí, considerada a terra dos "pé vermeio". O espetáculo recupera a tradição das clássicas bandas de palhaços, mesclando a potência do teatro de rua com a musicalidade festiva do circo. Os artistas interagem diretamente com o público, convidando todas as pessoas a fazer parte da festa.

Dia 24 de agosto de 2026, o Núcleo Pavanelli esteve com a charanga no projeto Tempo de Acolher, no Ginásio de Esportes Prof. Jordão do Canto e Silva, no Jardim Santa Rita. Foram convidadas as crianças da EMEF Magaly Azambuja de Toledo, que compareceram e se divertiram com a apresentação.

No dia 30 (domingo), é a vez da Vila Angélica receber o espetáculo. Acontecerá na quadra da escola EMEF Eunice de Pereira Camargo.

SERVIÇO
Espetáculo: Charanga Pé Vermeio
Grupo: Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
Em cena: Bennan Borba, Isaac Steca, Marcos Brites Pavanelli, Marcos Pavanelli e Simone Brites Pavanelli
Produtor e monitoria em acessibilidade: Leonardo Idra
Data: 30 de agosto de 2026 às 15h
Local: EMEF Eunice de Pereira Camargo- R. João Castanho, 35 – Vila Angélica
Contato do grupo: 11.965639248 – instagram: núcleo.pavanelli
“O projeto foi selecionado pelo Edital Maria Ruth Luz, promovido pela secretaria de Esporte, cultura, turismo e lazer da Estância Turística de Tatuí.”

Caminhada Unimed Paulista é neste domingo (30), a partir do estacionamento do Fórum de Tatuí

A caminhada será em um circuito de 5 km pela Av. Virgínio Montezzo Filho, na Nova Tatuí. Para participar, compareça ao local com doação de 1 kg de ração animal, destinada à Associação Protetora de Animais de Tatuí (ProAnimal). Haverá ainda aulas de zumba e outras atrações.


27/08/2026 às 8h50 |  A Unimed Tatuí promoverá, neste domingo (30/8), a “Caminhada Unimed Paulista”, iniciativa voltada ao incentivo da prática de atividades físicas e à promoção da saúde e do bem-estar. A ação conta com o apoio da Prefeitura de Tatuí, por meio das secretarias de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer e de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.

Em Tatuí, a caminhada terá início às 8h, com concentração no Estacionamento do Fórum, localizado na Rua Joaquim Ribeiro de Campos, próximo ao Integra Unimed - Cuidado Multidisciplinar e à FADEL. O percurso será de 5 km pela Avenida Virgínio Montezzo Filho, no bairro Nova Tatuí.

A participação é gratuita e aberta a toda a população, sem necessidade de vínculo com a cooperativa. Embora os kits de participação já estejam esgotados, quem quiser participar da caminhada poderá comparecer ao local mediante a doação de 1 kg de ração animal, que será destinada à Associação Protetora de Animais de Tatuí (ProAnimal).

Para proporcionar mais conforto e segurança aos participantes, a Unimed Tatuí preparou uma estrutura com tendas de apoio, banheiros químicos, equipe médica de emergência e ambulância UTI à disposição durante todo o percurso, além de colaboradores voluntários e equipes de segurança. A ação também contará com o apoio da Prefeitura na organização da mobilidade urbana.

Além da caminhada, a programação contará com sorteios de brindes e prêmios, sessões de exercícios e aulas de zumba, com orientação do educador físico David Laranjeira e sua equipe. O encerramento ficará por conta do grupo Zuaê.

O evento também terá Espaço Kids, com brinquedos infláveis ​​e pipoca para as crianças; Espaço Pet, com orientações sobre cuidados com cães e gatos, em parceria com a SPERT e com a participação de alunos do curso de Veterinária da Faculdade FAESB; e ativações de bem-estar, como o Show Gol Unimed e o Bike Suco. A animação ficará por conta do locutor Alexandre Bossolan, que comandará o Palco Mude1Hábito e o carro-madrinha ao longo do trajeto da caminhada.

A “Caminhada Unimed Paulista” integra uma mobilização estadual promovida pela Unimed Fesp - Federação das Unimeds do Estado de São Paulo, em parceria com as Federações Intrafederativas, o Instituto Unimed Federação SP e as Unimeds do Estado de São Paulo, com caminhadas simultâneas em diversas cidades paulistas.

Motorista de caminhão é flagrado descartando entulho a beira de estrada em Tatuí

Fiscalização Municipal constatou a irregularidade em estrada do antigo aterro sanitário; responsável foi autuado em R$ 768,40 e orientado a recolher o material descartado.


27/08/2026 às 11h27 |  A Guarda Civil Municipal (GCM) de Tatuí identificou, na última segunda-feira (24/8), um caminhão realizando descarte irregular de entulho na estrada do antigo aterro sanitário. A ocorrência teve início após a corporação receber uma denúncia, via rádio, sobre a possível prática. Com apoio do Centro de Operações e Despachos (COD), que encaminhou à equipe uma fotografia do veículo, os agentes conseguiram localizá-lo e constatar a irregularidade.

Diante da situação, a equipe da GCM acionou o Departamento de Fiscalização da Prefeitura de Tatuí, que enviou um fiscal ao endereço para verificar a ocorrência. Após a constatação dos fatos, foi emitida a Notificação nº 21.914 e aplicada autuação com base na Lei Municipal nº 5.678, de 4 de julho de 2022, que trata do descarte irregular de lixo e entulho. A infração resultou em multa de 20 UFESPs, equivalente atualmente a R$ 768,40. Em caso de reincidência, o valor da penalidade é dobrado, chegando a 40 UFESPs.

Além das providências administrativas relacionadas ao descarte irregular, a GCM constatou outras irregularidades envolvendo o caminhão e o condutor. O veículo estava com o licenciamento vencido desde 2018, enquanto a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista encontrava-se vencida desde 2013. Foram lavrados os respectivos autos de infração, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, e o caminhão foi removido ao pátio CR Trans.

Em relação ao entulho, o responsável foi orientado a recolher o material e recolocá-lo no compartimento de carga do caminhão. A ocorrência contou, portanto, com a atuação conjunta da GCM e do Departamento de Fiscalização Municipal, que adotaram as providências administrativas pertinentes diante das irregularidades constatadas.

Canal para denúncias

A Prefeitura reforça que a população pode colaborar com o combate ao descarte irregular de resíduos por meio de um canal de WhatsApp exclusivo para denúncias, pelo número (15) 3305-3202. Para facilitar a fiscalização, é importante informar o endereço ou ponto de referência do local, o horário exato da ocorrência e, sempre que possível, enviar uma fotografia do veículo ou da pessoa responsável pelo descarte. As informações são encaminhadas às equipes responsáveis pela fiscalização e adoção das medidas cabíveis.

O município também oferece alternativas para que os resíduos sejam destinados corretamente. Atualmente, Tatuí dispõe de quatro ecopontos, além da Central de Resíduos, localizados em diferentes regiões da cidade. Esses equipamentos recebem sofás, colchões, madeiras (até 1 m³), eletrônicos, recicláveis, pneus, pilhas e baterias, lâmpadas, óleo de cozinha usado e resíduos da construção civil (até 1 m³).

Os Ecopontos estão localizados na Vila Angélica, Inocoop, Pacaembu e Jardim Palmira, enquanto a Central de Resíduos fica no Jardim Rosa Garcia II. Os horários de funcionamento e os endereços completos podem ser consultados no site oficial da Prefeitura (https://portal.tatui.sp.gov.br/cidadao/ecopontos). A Administração Municipal orienta ainda que, ao contratar serviços de carreto para o transporte de materiais, o munícipe exija o comprovante de cadastramento do profissional, uma vez que somente transportadores cadastrados podem realizar o descarte regular na Central de Resíduos.

Diagnosticada com câncer de mama na gravidez, mulher escreve livro para a filha, em Tatuí

'Queria contar com minhas palavras.' Beatriz Santos de Oliveira descobriu a doença quando estava com 32 semanas de gestação; após tratamento, em Tatuí, ela transformou a história em livro para que a filha Alice pudesse conhecer a trajetória da mãe.

Por Larissa Pandori, g1 Itapetininga e Região, com copidesque do DT

Moradora de Tatuí foi diagnosticada com câncer de mama durante a gravidez
Foto: Arquivo Pessoal

26/08/2026 07h27 | Aos 28 anos, uma moradora de Tatuí (SP) vivia um dos momentos mais esperados da vida: a primeira gravidez. O que ela não imaginava era que, durante a gestação, receberia o diagnóstico de um câncer de mama agressivo.

A história, marcada por incertezas, tratamentos e pelo nascimento da filha Alice, foi transformada em livro. A obra será lançada nesta quinta-feira (27), em um evento no Memorial do Rugby, em Tatuí.

Ao g1, Beatriz Santos de Oliveira, engenheira civil, contou que descobriu um nódulo na mama antes de engravidar. Na época, o tumor tinha cerca de seis centímetros e foi classificado como benigno.

"Quando eu fui no médico, aí o médico até falou, 'Bia, você tem um nódulo, não engravide agora. Só que eu já tinha parado de tomar remédio [anticoncepcional]. Aí eu voltei no médico com dois resultados, um com teste positivo, que eu estava grávida, e o outro que o nódulo não era câncer. Aí continuei gravidez normal, nunca tive nada na minha gestação, sempre foi muito tranquilo", comenta.

A história, marcada por incertezas, tratamentos e pelo nascimento da filha Alice, foi transformada em livro. A obra será lançada nesta quinta-feira (27), em um evento no Memorial do Rugby, em Tatuí.

Ao g1, Beatriz Santos de Oliveira, engenheira civil, contou que descobriu um nódulo na mama antes de engravidar. Na época, o tumor tinha cerca de seis centímetros e foi classificado como benigno.

"Quando eu fui no médico, aí o médico até falou, 'Bia, você tem um nódulo, não engravide agora. Só que eu já tinha parado de tomar remédio [anticoncepcional]. Aí eu voltei no médico com dois resultados, um com teste positivo, que eu estava grávida, e o outro que o nódulo não era câncer. Aí continuei gravidez normal, nunca tive nada na minha gestação, sempre foi muito tranquilo", comenta.

Beatriz recebeu o diagnóstico de câncer de mama enquanto estava grávida
Foto: Arquivo Pessoal

Em janeiro de 2025, Beatriz passou por uma biópsia. Inicialmente, os médicos ainda investigavam a causa das alterações, mas novos exames apontaram uma alta suspeita de câncer.

“Quando eu vi que começou a crescer, aí eu já marquei direto um ultrassom. Só pra se ter uma noção, meu câncer era tão agressivo que o meu tumor já tinha dobrado de tamanho, estava com doze centímetros", relembra.

O diagnóstico de câncer veio quando ela estava com 32 semanas de gravidez. Segundo Beatriz, os médicos explicaram que o caso estava avançado e que o tumor havia atingido a região da axila e outras áreas.

“Eu saí do médico e fui para o meu obstetra. O meu obstetra estava na porta, esperando, chorando. Ele me abraçou e falou: ‘Bia, você vai conseguir’”, relembra.

Tratamento durante a gravidez

O mastologista Guilherme Ribeiro Fonseca começou a acompanhar Beatriz depois que o obstetra identificou um pequeno nódulo na mama durante a gestação, antes mesmo da confirmação de malignidade. Inicialmente, como o ultrassom apontou características consideradas benignas, a equipe optou pelo acompanhamento.

Mas ao realizar um novo ultrassom, o mastologista identificou características diferentes das observadas inicialmente e decidiu pela realização de uma biópsia.

“Quando eu fiz o ultrassom, vi que já não era um nódulo com características tão boas assim. Era um nódulo irregular na mama e a gente optou já por fazer uma biópsia para ter uma certeza absoluta do que era esse nódulo. Foi aí que veio o diagnóstico do câncer dela, já na gestação”, explica.

Segundo o médico, a gravidez modificou parte da estratégia de investigação e tratamento. Alguns exames normalmente utilizados para avaliar se o câncer havia se espalhado para outras partes do corpo não poderiam ser feitos por causa dos riscos à gestação. Por isso, a equipe precisou recorrer a exames alternativos.

“Quando a gente pega um paciente que não é permitido o uso de algum tipo de exame, a gente busca um outro exame alternativo que seja permitido. E no caso dela foi isso que a gente fez”, conta.

Conforme Guilherme, o tumor de Beatriz era do tipo triplo negativo, considerado mais agressivo. Diante da gravidade do quadro, Beatriz precisou tomar uma decisão que envolvia tanto a própria vida quanto a da filha que ainda estava na barriga.

"Se você descobre no início, infelizmente, a gestação não vai para frente. Só que no meu caso, eu descobri no final. Criança formada, quarto estava pronto, estava todo mundo na expectativa. Ele [médico] falou, 'está muito avançado, foi para a axila, para a garganta, você precisa fazer quimioterapia, você começa na quarta'. Eu falei, 'o quê? mas e minha filha?' ele disse, 'Bia, você não tem escolha'", relata a paciente.

O médico explica que entre os possíveis riscos estavam a restrição do crescimento intrauterino e a redução do líquido amniótico, além de complicações para a mãe provocadas pela queda da imunidade durante a quimioterapia.

Após buscar outras opiniões médicas, a mulher decidiu iniciar a quimioterapia ainda durante a gestação. Ela recebeu a primeira sessão quando estava com 34 semanas. Durante o tratamento, a bebê deixou de se movimentar e parou de ganhar peso e tamanho, segundo o acompanhamento feito pelos médicos.

"Eu fiz a quimioterapia com ela na barriga. O hospital 'parou'. Só que, a partir do momento que eu comecei a fazer a quimioterapia, ela parou de se mexer. Tanto que, quando eu fui fazer a quimioterapia, eu assinei um termo, porque ela podia morrer na hora, ela podia parar de crescer e ganhar tamanho e ela podia ter dependência química", relata.

A previsão era realizar o parto com 37 semanas. Poucos dias antes, porém, Beatriz voltou a sentir a filha se mexer. Um novo exame também mostrou que a menina havia crescido e ganhado peso.

Alice nasceu com 37 semanas e, apesar da preocupação dos médicos, não precisou ser encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), assim como a mãe.

“Graças ao bom Deus, nem eu nem ela fomos para a UTI. Depois do parto, eu fiz quatro quimioterapias, fiz cirurgia, a mastectomia bilateral, tirei axilas e fiz radioterapia."

Beatriz junto da mãe e da filha — Foto: Arquivo Pessoal

Após a quimioterapia, Beatriz passou por cirurgia para retirar a mama esquerda, onde estava o tumor, além de alguns linfonodos da região da axila. Em razão da idade e das características consideradas incomuns do caso, ela também optou, após conversar com a equipe médica, pela retirada preventiva da outra mama.

"A gente fez a cirurgia da mama esquerda, que era a doente. Retirou a mama toda, tirou alguns linfonodos embaixo do braço. E a gente fez uma cirurgia profilática do outro lado, por toda essa situação, por conta da idade dela, por conta de ter sido gestante. Como é um caso de muita raridade, a gente achou melhor, em uma conversa conjunta, decidir fazer a profilática contralateral também, para ter um menor risco para ela de ter uma recidiva do tumor e tudo mais", explica o mastologista.

O sonho de amamentar

Apesar das batalhas vencidas, Beatriz ainda precisou lidar com uma das partes mais difíceis para ela: não poder amamentar Alice. Em alguns períodos, ela também teve que manter distância da filha por causa dos efeitos da quimioterapia.

"Quando eu fazia quimioterapia eu tinha que ficar quatro dias sem poder encostar nela porque a quimioterapia é muito forte. Os médicos me explicaram que a gente transpira e nessa transpiração passa as quimioterapias. Imagina o coração de mãe, tendo que ficar longe dela?", aponta.

"A mãe já se culpa por natureza, eu me culpava. O meu sonho era amamentar e eu não pude. O mamar foi só mamadeira. No começo não gostava, pedia para a minha mãe ou para o meu esposo. Hoje eu super entendo. Graças a Deus que foi só o mamar, mas eu estou aqui viva com eu e ela", completa.

Não poder amamentar a filha foi um das dores que impactou Beatriz
Foto: Arquivo Pessoal

Remissão

Um dos momentos mais marcantes da trajetória foi o fim da quimioterapia. Sem que Beatriz soubesse, familiares e amigos organizaram uma surpresa no hospital: mais de 80 pessoas participaram da homenagem, usando camisetas com uma fotografia da família e uma frase que acabou inspirando o título do livro.

“Para a gente que faz quimioterapia, é como se tivesse tirado um peso, como se fosse uma vitória”, compartilha a paciente. Beatriz compartilhou nas redes sociais momentos da última quimioterapia

Beatriz considera a última quimioterapia um dos momentos mais importantes de sua vida, ao lado do batismo, do nascimento da filha e do casamento.

Para o médico, acompanhar o tratamento de Beatriz também foi uma experiência marcante. Ele descreve a paciente como uma pessoa “iluminada” e comenta sobre a postura positiva dela diante dos desafios ao longo do tratamento.

"A Beatriz é iluminada. Quando ela passava no consultório, a gente falava, 'nossa, é surpreendente que você não está sentindo nada', mas na realidade ela estava sentindo, mas ela conseguiu não mostrar isso. Ela é muito positiva. E eu acho que isso beneficiou muito em relação a ter menos efeitos colaterais. Isso tudo é comprovando, pacientes que têm uma religiosidade, que têm uma positividade, vão melhores no tratamento, tanto na parte de resposta oncológica, quanto menos efeito colateral nos tratamentos", observa.

Beatriz está em remissão do câncer após quimioterapia, mastectomia e radioterapia
Foto: Arquivo Pessoal

O médico explica que Beatriz teve câncer antes dos 30 anos e durante a gravidez, duas situações consideradas raras. Por causa da idade, ela também passou por investigação genética para verificar possíveis mutações relacionadas ao câncer de mama. O resultado foi negativo.

"Ela é uma paciente de realmente raridade e quando a gente pensa em câncer. E em geral, nesse tipo de caso, a grande maioria dos casos, ela acaba dando como positivo uma paciente com mutação no gene e que isso pode ser transmitido. No caso dela, não deu, o que é muito bom para ela, porque na realidade a filha é mulher, então ela não vai transmitir isso para a menina", explica o médico.

Atualmente, segundo o mastologista, Beatriz está em remissão e segue em acompanhamento médico. Inicialmente, a avaliação pela mastologia deve ser feita a cada seis meses, com exames de imagem e avaliação clínica. O acompanhamento oncológico também inclui exames para verificar outras regiões do corpo.

“O primeiro e segundo ano são o momento mais preocupante para esse tipo de tumor. Mas a fase inicial e mais crítica dela já está passando”, explicou.

História que virou livro

Desde o momento em que recebeu o diagnóstico, Beatriz começou a registrar por escrito o que estava vivendo. A preocupação era deixar para Alice uma espécie de relato sobre a história da mãe, caso não conseguisse sobreviver à doença.

“Eu pensava: se eu morrer, eu quero contar para minha filha o que aconteceu. Porque ela era muito desejada. Era um sonho meu de infância. Então, eu queria contar para ela que ela foi desejada. Eu queria contar para ela ”, relata.

Beatriz conta que tinha o sonho de ser mãe desde pequena — Foto: Arquivo Pessoal

Beatriz continuou escrevendo durante o tratamento e, posteriormente, decidiu transformar os registros em um livro. A obra tem 142 páginas e foi publicada de forma independente.

O texto reúne desde o sonho de ser mãe até a descoberta do câncer, a gravidez, o tratamento, o nascimento de Alice e os momentos vividos durante a recuperação. A paciente conta que preferiu não reler o livro depois da edição.

“Eu quero que esteja o calor do momento, o escrito do momento. Eu queria que fosse o mais real possível”, explica.

Para Beatriz, transformar a experiência em livro é uma também uma forma de ampliar o alerta para o diagnóstico de câncer .

“Porque foi um alerta. Ninguém, eu mesmo, nem imaginei que uma nova podia ter. Eu não tenho caso na minha família. Eu fui a primeira”, afirma Beatriz.

O lançamento do livro "Dois corações lutaram, dois corações venceram" será nesta quinta-feira (27), a partir das 19h, no Memorial do Rugby, em Tatuí. O evento é aberto ao público e gratuito.

Lançamento do livro "Dois corações lutaram, dois corações venceram" será hoje (27),
a partir das 19h, no Memorial do Rugby, em Tatuí
Foto: Divulgação

Meu maior sonho é ver minha filha crescer'

Alice, a filha de Beatriz, está com um ano e seis meses. Para a mãe, depois de tudo o que enfrentou, o maior objetivo agora é acompanhar o crescimento da filha.

"Desde os meus 11 anos eu tinha várias metas. A última meta que eu tinha na minha vida era com 30 anos, que era ser mãe. Até brinquei com a minha mãe que e eu pedi errado para Deus, eu tinha que ter pedido para ser avó, porque eu garantia que eu ia ver minha filha crescer. Hoje o meu maior sonho é ver minha filha crescer e viver os primeiros momentos da vida dela", finaliza Beatriz.

Beatriz e a filha Alice, que completou um ano e seis meses — Foto: Arquivo Pessoal

Diagnóstico precoce

Para o mastologista, o caso de Beatriz também reforça a importância de procurar avaliação médica diante de qualquer alteração nas mamas. Ele ressalta que o acompanhamento não deve se limitar aos exames de imagem.

“Não é só fazer o exame. Muitas das alterações são palpáveis e não aparecem no exame. Então, essa relação de ter uma alteração no exame e uma palpação mamária com um profissional adequado é muito importante. Um não descarta o outro”, afirmou.

De acordo com Guilherme, a partir dos 40 anos, a mamografia é o principal exame utilizado para o rastreamento do câncer de mama e tem papel importante na redução da mortalidade pela doença. O ultrassom, segundo ele, é um exame complementar.


O médico também destaca que a descoberta do tumor em uma fase inicial aumenta as chances de cura.

“Não importa se você vai ter um nódulo e esse nódulo é benigno ou maligno. O importante é a gente pegar ele no início. Se a gente pega um tumor no início, a chance de cura é muito maior. É por isso que a gente recomenda sempre fazer um acompanhamento, um rastreamento, uns exames, para a gente ter certeza absoluta de que não tem nada e, se tiver alguma coisa, pegar bem no início e ter um tratamento eficaz”, concluiu.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Contra Tempo Running participa da Meia Maratona de Buenos Aires


26/08/2026 |  No último domingo, dia 23 de agosto, a equipe Contra Tempo Running participou da Meia Maratona de Buenos Aires, uma das provas mais tradicionais e charmosas da América Latina.

De acordo com a organização, a Meia Maratona de Buenos Aires é, sem dúvida, uma das mais charmosas provas de 21 km da América Latina. Com um percurso plano e rápido, a competição é considerada perfeita para quem busca bons tempos e recordes. O trajeto passa por diversos pontos turísticos da capital argentina e conta com o apoio e a torcida eufórica dos argentinos, que fazem da prova uma experiência ainda mais especial.

Os 16 atletas da Contra Tempo Running cruzaram a linha de chegada, protagonizando uma participação marcada por muita entrega, garra e consistência.

Em uma prova espetacular e muito rápida, que inclusive foi palco de um novo recorde mundial da distância, a equipe deu um verdadeiro show. O grupo teve estreias marcantes na distância, recordes pessoais e uma evolução visível nos tempos e ritmos de prova.

Participaram da Meia Maratona de Buenos Aires: Gabriel Vieira, Gisele Moura, Daiana Mariano, Diego Pontes, Fran Silva Graff, Ana Fernandes, Maria Rosa Modena, Mariane Modena, Maria Elisa, Bruno Gil, Ricardo Cardoso, Talita Camargo, Giovani Oliveira, Leila Bueno, Raquel Fiusa e Ana Paula Pavanelli.

Obra de adequação estrutural do Museu Paulo Setúbal teve início na segunda-feira (24)

O prédio está fechado para visitação pública desde 26 de maio de 2025, quando tiveram início os estudos, avaliações e procedimentos preparatórios para a intervenção


25/08/2026 às 11h23 |  Teve início nesta segunda-feira (24/8) a obra de adequação estrutural do Museu Histórico “Paulo Setúbal” (MHPS), equipamento cultural da Prefeitura de Tatuí e referência na preservação da memória do município. A intervenção, que recebe apoio financeiro da Família Setúbal, representa uma nova etapa do processo de recuperação do edifício histórico, construído em 1920.

Após a conclusão dos trâmites administrativos, a obra foi contratada pelo valor de R$ 831 mil e está sendo executada pela empresa especializada Refortec Engenharia, Indústria e Comércio de Artefatos de Cimento Ltda., de Indaiatuba (SP). O projeto executivo foi elaborado com base em estudos e pareceres técnicos de engenharia e aprovado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico e Artístico de Tatuí (CONDEPHAT).

A necessidade das intervenções foi identificada a partir de avaliações que apontaram fissuras e trincas no imóvel, associadas ao recalque das fundações ao longo das décadas. Para solucionar as questões estruturais e adequar a edificação às normas técnicas e de segurança vigentes, o projeto contempla três frentes principais: reforço das fundações com a instalação de estacas do tipo Mega, adequação do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e regularização e modernização do sistema de combate a incêndio.

As medidas são fundamentais para ampliar a segurança da edificação, proteger o acervo histórico e criar as condições necessárias para a retomada das atividades culturais e educativas no prédio. O imóvel está fechado para visitação pública desde 26 de maio de 2025, quando tiveram início as etapas de estudos, avaliações e procedimentos preparatórios para a intervenção.

O objetivo da Prefeitura é concluir a recuperação estrutural e devolver o prédio em condições adequadas de segurança e funcionamento ainda no período de comemorações do Bicentenário de Tatuí, que se estende de 11 de agosto de 2026 a 10 de agosto de 2027.

Enquanto o Museu permanece fechado, os serviços administrativos e as ações relacionadas ao acervo e à preservação da instituição seguem em andamento, enquanto as atividades educativas e culturais foram transferidas para o Complexo Cultural de Memória, que reúne o Museu da Imagem e do Som - MIS Tatuí “Jornalista Renato Ferreira de Camargo” e o Memorial do Rugby 1928 “Dr. Gualter Nunes”.

A execução da obra dá continuidade a um processo que envolveu estudos técnicos, sondagem do solo, elaboração do projeto estrutural, análise pelos órgãos competentes e articulação para a viabilização dos recursos. O apoio financeiro da Família Setúbal reforça a parceria em torno da preservação de um imóvel diretamente relacionado à trajetória e à memória cultural de Tatuí.

Em uma etapa futura, o Museu Histórico “Paulo Setúbal” também deverá receber um novo projeto expográfico, desenvolvido com apoio do Instituto Fundação Itaú. A iniciativa permitirá renovar a apresentação do acervo e ampliar as possibilidades de interação do público com a história do município e com o patrimônio preservado pela instituição, respeitando o plano museológico instituído em 2009.

Para o secretário-adjunto de Cultura, Rogério Vianna, o início da obra representa um avanço concreto na preservação do patrimônio histórico de Tatuí. “Estamos tratando o patrimônio histórico com a responsabilidade e o rigor que ele exige. O Museu Paulo Setúbal é um símbolo da nossa história. Ao investir em sua preservação, com o apoio fundamental da Família Setúbal, estamos cuidando do passado, valorizando o presente e preparando o futuro de Tatuí”, destacou.

Música na Praça deste sábado (29) traz Duo Retratos com ritmos brasileiros

Duo Retratos apresenta pesquisa que explora diferentes sonoridades do violão de sete cordas e do bandolim de dez cordas a partir de ritmos da música brasileira.


25/08/2026 às 16h32 |  Neste sábado (29/8), às 11h, o coreto da Praça da Matriz será palco de uma apresentação gratuita do Duo Retratos, formado pelos músicos Josiane Gonçalves, no violão de sete cordas, e Daniel Pereira, no bandolim de dez cordas. A atividade integra a tradicional ação cultural “Música na Praça” e está inserida no projeto “O Violão na Música Brasileira para Iniciantes”, contemplado pelo Edital de Cultura “Maria Ruth Luz”, da Prefeitura de Tatuí.

A apresentação faz parte de uma pesquisa artística e educacional desenvolvida pelo Duo Retratos a partir do livro de autoria de Josiane Gonçalves, que aborda diferentes ritmos da música brasileira e propõe aproximar as tradicionais rodas de choro do ambiente escolar. A iniciativa busca apresentar esse repertório de maneira acessível, contribuindo para a formação de novos públicos e para a valorização da música brasileira.

No projeto, os músicos pesquisam maneiras de adaptar a linguagem dos ritmos brasileiros para o violão de sete cordas e o bandolim de dez cordas. A proposta amplia as possibilidades de interpretação das obras e apresenta uma nova abordagem para o contato com gêneros tradicionais da música brasileira, aproximando esse repertório de públicos de diferentes faixas etárias.

A combinação dos dois instrumentos também possibilita explorar diferentes sonoridades e formas de execução, mantendo como referência os elementos característicos dos ritmos pesquisados. Dessa forma, o trabalho alia apresentação artística e pesquisa musical, contribuindo para a difusão do repertório brasileiro e para a formação cultural.

Formados pelo Conservatório de Tatuí, Josiane e Daniel possuem trajetória na música erudita e popular, com participação em diferentes grupos e projetos musicais, premiações em concursos, trabalhos disponibilizados em plataformas digitais e atuação na área de Educação Musical.

Diabéticos enfrentam dificuldade para receber sensor glicêmico pelo SUS em Tatuí

Prefeitura afirma que um problema com o distribuidor do aparelho prejudicou o abastecimento. Sensor permite que pessoas diabéticas consigam acompanhar o nível da glicemia sem precisar furar o dedo.

Por Alice Queiroz, TV TEM, com edição do DT

Prefeitura afirma que glicosímetros foram disponibilizados como alternativa
Foto: Reprodução/TV TEM

25/08/2026 15h43 | Os pacientes com diabetes em Tatuí enfrentam dificuldades para receber regularmente sensores de glicemia fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A prefeitura informou que houve um problema com o distribuidor e que o abastecimento deve ser normalizado.

O sensor permite monitorar os níveis de glicose sem a necessidade de furar o dedo várias vezes ao dia. Famílias que obtiveram na Justiça o direito de receber o aparelho relatam, porém, que os sensores não estão sendo entregues de forma regular.

Victor Santi é um dos pacientes que dependem do aparelho para controlar a glicemia. Segundo ele, são necessários dois sensores por mês, mas, na maioria das vezes, nenhum deles é entregue.

"Há uns três meses que não vem mais nenhum. Ou eu aceito voltar a viver como eu vivia há 10 anos, furando o dedo toda hora, ou eu tenho que dispor de um recurso que vai sair do meu orçamento mensal para gastar na farmácia", lamenta.

Para famílias com crianças, o impacto pode ser ainda maior. Arthur Salzalli tem apenas oito anos e é diagnosticado com diabetes tipo 1, precisando de acompanhamento constante.

À TV TEM, a mãe do menino, Flávia Salzalli, afirma que o controle da glicemia faz parte da rotina diária do filho. Segundo ela, a necessidade de furar o dedo várias vezes ao dia para medir os níveis de glicose é um incômodo para a criança.

"O sensor funciona como uma 'bola de cristal'. Você está sempre passando e verificando aquela glicose, é bem mais prático. Acredito que não seja fácil para uma criança ficar toda hora sendo picada no dedo. É cansativo para mim, é cansativo para ele. Eu tenho que acordar meu filho e furar o dedo. É um incômodo", desabafa.

Arthur tem oito anos e é diagnosticado com diabetes tipo 1 — Foto: Reprodução/TV TEM

O endocrinologista Pedro Centeio explica que o aparelho permite manter o monitoramento da glicemia, mas não oferece as mesmas informações fornecidas pelo sensor de glicose contínua.

"O glicosímetro faz uma foto momentânea do momento que o açúcar está no sangue, enquanto o monitoramento contínuo traz uma previsibilidade durante o dia e a noite. Além disso, ela demonstra tendências de quedas ou de subida na glicemia. Pensando em uma criança com diabetes tipo 1, ela teria que furar o dedo de 8 a 10 vezes por dia, trazendo desconforto e dor", explica.

A advogada Luane Mascarenhas explica que o produto não faz parte da oferta padronizada do SUS. Para obter o sensor, é necessário entrar com uma solicitação formal no sistema.

"Em caso de negativa ou de demora na resposta dessa solicitação, o paciente deve imediatamente procurar um advogado para fazer a judicialização desse caso e, assim, obter uma decisão judicial para conseguir ter acesso àquele medicamento ou a um material que está incorporado no SUS", diz.

Em nota, a Prefeitura de Tatuí informou que os sensores são fornecidos regularmente mediante decisão judicial. Entretanto, um problema recente com um novo distribuidor afetou o abastecimento do aparelho na rede pública.

Como alternativa, a gestão alega que disponibilizou os glicosímetros para garantir o monitoramento de todos os pacientes diabéticos que dependem do sistema público.

Edital de Citação

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Gabriele Leite se apresenta em show único no Conservatório de Tatuí

Ex-estudante da instituição, Gabriele realizará show no dia 3 de setembro, no Teatro Procópio Ferreira com entrada gratuita; a violonista é um dos destaques do instrumento na atualidade e figurou na lista Forbes Under 30, de 2021

Gabriele Leite apresenta obras de seus discos ‘Territórios’ e ‘Gunûncho’
Foto: Lucca Mezzacappa

25/08/2026 |  O show da violonista Gabriele Leite é o destaque da programação cultural do Conservatório de Tatuí. A instituição promove a apresentação no Teatro Procópio Ferreira, no dia 3 de setembro, às 20h. Com classificação indicativa livre e entrada gratuita, o espetáculo trará obras de seus álbuns de estúdio, ‘Territórios’ e ‘Gunûncho’ lançados em 2023 e 2025, respectivamente. Os ingressos estão disponíveis para retirada antecipada pela plataforma INTI ou presencialmente na bilheteria do teatro, aberta de terça a sexta, das 13h às 16h e das 17h às 20h.

No dia 3 de setembro, às 20h, Gabriele Leite retorna ao Conservatório de Tatuí para única apresentação no Teatro Procópio Ferreira. A violonista reúne em seu recital obras que integram seus dois álbuns de estúdio, ‘Territórios’ e ‘Gunûncho’, além de peças que a acompanham ao longo de sua trajetória musical. O repertório trará composições de Heitor Villa-Lobos, Dilermando Reis, Chiquinha Gonzaga, Lina Pires de Campos, Marco Pereira, Paulo Bellinatti, entre outros nomes. Durante o show, Gabriele Leite passeia por diferentes gerações da música brasileira e propõe novas formas de imaginar o violão erudito brasileiro criando uma ponte entre a criação contemporânea e obras históricas.

Ex-estudante do Conservatório de Tatuí, Gabriele Leite é dona de uma história inspiradora que iniciou no Projeto Guri no interior de São Paulo, passando pelo Conservatório de Tatuí até se consagrar como a primeira violonista erudita a figurar na lista ‘Forbes Under 30’, em 2021, ranking da revista Forbes que destaca jovens em diversas áreas de atuação. A musicista tem bacharelado em Violão pela UNESP, é Mestre em performance musical pela Manhattan School of Music e, atualmente, cursa Doutorado na Stony Brook University. Gabriele tem dois álbuns lançados: ‘Territórios’, de 2023, que reúne obras de Heitor Villa-Lobos, Sérgio Assad, Edino Krieger, entre outros; já em 2025, a violonista lançou o disco ‘Gunûncho’, em que homenageia mulheres compositoras como Chiquinha Gonzaga e Lina Pires de Campos.

Para as apresentações no Teatro Procópio Ferreira, é necessária a retirada antecipada de ingressos, que pode ser feita de maneira online pela plataforma INTI ou presencialmente na bilheteria, aberta de terça a sexta-feira, das 13h às 16h e das 17h às 20h.

SERVIÇO
Show: Gabriele Leite
Data: 03 de setembro de 2026, quinta-feira
Horário: 20h
Local: Teatro Procópio Ferreira
Endereço: Rua São Bento, 415 – Centro, Tatuí/SP
Evento gratuito